Desde que o Talibã reassumiu o poder no Afeganistão em agosto de 2021, os cristãos que permaneceram no país passaram a viver em um estado de invisibilidade absoluta. Antes da segunda tomada do poder, estimava-se que até 12.000 crentes viviam no país. Hoje, a Igreja afegã existe apenas em fragmentos secretos, dispersos por cidades como Cabul, onde o nível de vigilância e câmeras de circuito fechado torna qualquer reunião extremamente perigosa. O Afeganistão ocupa a posição 11 na Lista de Vigilância Mundial da Open Doors 2026, mas especialistas acreditam que a perseguição real é subestimada porque as mortes e prisões de cristãos raramente chegam a conhecimento público.
A ICC (International Christian Concern) publicou em maio de 2026 um relato documental intitulado “Nenhum Lugar É Lar”, no qual ex-cristãos afegãos refugiados em países vizinhos descrevem a vida cotidiana de quem professa fé em Cristo sob o Talibã. Os convertidos do Islã — que representam a quase totalidade dos cristãos afegãos — enfrentam o risco de morte imediata, frequentemente a mando de seus próprios familiares ou de membros radicalizados da comunidade, antes mesmo que qualquer processo legal seja instaurado. Esposas e filhos dos convertidos também são ameaçados.
As reuniões de adoração ocorrem em grupos minúsculos, de duas a quatro pessoas, sem Bíblias visíveis, sem músicas e sem qualquer sinal externo de atividade cristã. Organizações parceiras operam com código e pseudônimos para manter contato com crentes dentro do país. O conteúdo bíblico é transmitido via rádio e aplicativos de mensagem encriptados. Apesar de tudo, há relatos de novos convertidos mesmo sob o regime talibã — evidência de que o Espírito Santo age onde nenhum missionário pode chegar com segurança.
Ore por cada cristão afegão que acorda todos os dias sabendo que sua fé pode custar-lhe a vida. Interceda para que os recursos espirituais — rádio, mídia digital, Escrituras — alcancem os crentes isolados. Peça ao Senhor que levante intercessores específicos pelo Afeganistão, e que a Igreja global não esqueça os irmãos que vivem na sombra do Talibã. Ore também para que os próprios combatentes e líderes religiosos islâmicos no país tenham encontros com Jesus em sonhos e visões, como tem sido relatado em países vizinhos.


