Entre os dias 8 e 14 de junho de 2026, seis ataques coordenados varreram vilarejos predominantemente cristãos no Estado de Benue, na região do Cinturão Médio da Nigéria. O mais mortífero ocorreu no dia 13, quando um campo de deslocados em Yelewata — com cerca de 400 pessoas — foi atacado enquanto as famílias dormiam. Militantes islâmicos Fulani atearam fogo nas habitações e usaram facões contra aqueles que tentaram fugir, segundo relatos coletados pela organização Open Doors. O saldo final: ao menos 218 mortos e mais de 6.000 pessoas obrigadas a abandonar suas casas.
A situação na Nigéria atingiu proporções alarmantes. O país já responde por 72% de todos os cristãos mortos por causa da fé em todo o mundo, segundo o Relatório da Lista de Vigilância Mundial 2026 da Open Doors: 3.490 dos 4.849 mortos globalmente são nigerianos. Organizações como a Release International alertam que o número de mortes pode dobrar ao longo de 2026, caso a comunidade internacional não tome medidas concretas para conter os ataques das milícias.
Especialistas das Nações Unidas expressaram alarme em junho de 2026 diante de relatos verificados de mortes, sequestros, violência sexual, conversões forçadas e casamentos forçados contra comunidades cristãs e outras minorias religiosas na Nigéria, especialmente mulheres e meninas. Apesar da pressão internacional crescente, as autoridades nigerianas ainda não conseguiram responsabilizar os perpetradores ou oferecer proteção eficaz às comunidades vulneráveis do Cinturão Médio.
Ore pelas famílias que perderam filhos, pais e cônjuges nos ataques — que o Deus de toda consolação lhes alcance no luto. Peça por justiça e proteção para os 6.000 deslocados, muitos dos quais perderam tudo. Interceda para que o governo nigeriano tome medidas concretas contra as milícias e que a comunidade internacional não silencie diante do que especialistas já classificam como risco de genocídio. Ore para que, mesmo no sofrimento, as comunidades cristãs de Benue permaneçam como luz e sinal do Reino de Deus.


