Caribe
The identity of the nation
A Zâmbia é um dos poucos países do mundo que declara oficialmente, em sua Constituição, ser uma “nação cristã”. Tudo começou em 1991, com um movimento popular e o testemunho pessoal de um presidente que se converteu ao cristianismo. Anos depois, em 1996, essa declaração passou a fazer parte do texto da Constituição. Hoje, mais de 8 em cada 10 zambianos se identificam como cristãos. Cruzes em prédios públicos, orações em eventos oficiais e um cristianismo visível no dia a dia fazem parte da paisagem do país.
Mas a fé cristã que se vê por fora nem sempre chega à profundidade que o evangelho pede. Muitas igrejas ainda convivem, na prática, com crenças tradicionais em espíritos ancestrais e no poder de feitiços, e acusações de bruxaria seguem gerando violência real contra pessoas inocentes, sobretudo mulheres idosas em comunidades rurais. É um país onde o nome de Jesus é conhecido por quase todos, mas onde o ensino bíblico sólido e a libertação de medos antigos ainda são grandes necessidades.
Ao lado da maioria cristã, existem bolsões de povos pouco alcançados que passam despercebidos dentro de uma nação tão marcada pelo cristianismo. Comunidades muçulmanas como os suaílis e os iaos, ligadas historicamente ao comércio da costa leste da África, vivem principalmente no leste do país. Há também uma comunidade de origem indiana, os guzerates, majoritariamente hindus, presente no comércio das cidades. E existe uma comunidade surda espalhada por todo o território, com pouquíssimo acesso ao evangelho em sua própria língua de sinais.
A vida econômica da Zâmbia gira em torno do cobre, extraído principalmente na região chamada de Cinturão do Cobre (Copperbelt, um conjunto de cidades mineradoras no norte do país). Quando o preço do metal cai no mercado internacional, a pobreza aumenta rapidamente, já que boa parte da população depende direta ou indiretamente da mineração ou da agricultura de subsistência. Esse ciclo tem levado famílias a migrar para as cidades em busca de trabalho, mudando também o rosto da igreja zambiana, cada vez mais urbana.
Apesar dos desafios, a Zâmbia é conhecida como um dos países mais pacíficos e estáveis da África Austral, sem guerras civis desde a independência. Esse é um solo fértil para que a igreja local aprofunde sua fé, forme líderes capazes de ensinar a Palavra com clareza e alcance os povos e grupos que ainda vivem à margem do evangelho dentro das próprias fronteiras do país.
A Zâmbia fica no sul da África e não tem litoral (não faz fronteira com o mar), sendo cercada por oito países vizinhos. A maior parte do território é um planalto coberto por savana, cortado por grandes rios como o Zambeze, o Kafue e o Luangwa. O relevo é geralmente plano a suavemente ondulado, com altitudes entre 1.000 e 1.600 metros, o que deixa o clima mais ameno do que se esperaria para um país tropical. No noroeste as florestas são mais densas, enquanto no sul e no vale do Zambeze a vegetação é mais seca, do tipo savana arborizada.
Uma papa firme feita de fubá de milho, é a base de quase toda refeição zambiana: sem ela, para muitos moradores, a refeição não conta como completa.
Um refogado de folhas verdes cozidas com amendoim moído, servido para acompanhar a nshima.
Peixinhos parecidos com sardinhas, pescados em lagos e represas do país, secos ao sol ou fritos até ficarem crocantes.
Lagartas comestíveis que se alimentam da árvore mopane, fritas ou cozidas e ricas em proteína, uma iguaria tradicional em várias regiões.
Galinha criada solta, cozida em ensopado com tomate e cebola, prato comum em ocasiões especiais.
Culture and spirituality
2a · The culture
Uma das maiores quedas d'água do mundo, no rio Zambeze; seu nome local significa "a fumaça que troveja", por causa da névoa que sobe a quilômetros de distância.
Tambores, palmas e danças em grupo marcam cultos, casamentos e cerimônias tradicionais, fazendo parte natural da vida social.
Ajoelhar-se ou abaixar o corpo ao cumprimentar um idoso é sinal comum de respeito em várias etnias do país.
Tradição do povo lozi, no oeste do país: o rei se muda de residência de barco quando as águas do rio Zambeze sobem, numa procissão colorida e festiva.
Esculturas, máscaras e cestos trançados são produzidos por diversos povos e vendidos em mercados e feiras locais.
2b · The field
Areas of spiritual battle and cultural captivity to cover in prayer. Tap each point to understand:
A crença no poder de feitiços e curandeiros ainda leva a acusações de bruxaria que terminam em violência contra idosos e pessoas vulneráveis.
Muitos se dizem cristãos por identidade cultural ou nacional, sem uma fé pessoal e viva em Cristo.
Em várias etnias, os espíritos dos antepassados ainda são consultados e temidos, mesmo em famílias que se dizem cristãs.
Igrejas que prometem riqueza e cura automática em troca de ofertas atraem multidões, mas distorcem o evangelho.
A lealdade à etnia ou à região de origem às vezes pesa mais do que a unidade em Cristo dentro da igreja.
Praticada sobretudo em áreas rurais, ainda é comum e desafia o ensino bíblico sobre casamento.
O consumo excessivo de bebidas artesanais e industrializadas prende famílias inteiras num ciclo de pobreza.
O medo de maldições, amuletos e espíritos ainda molda decisões do dia a dia, mesmo entre frequentadores de igreja.
A migração do campo para as cidades em busca de trabalho na mineração desestrutura famílias e comunidades de fé.
Cristãos zambianos, cercados de igrejas, muitas vezes não enxergam ou não se importam com vizinhos muçulmanos e hindus não alcançados.
A liberdade religiosa é garantida pela Constituição da Zâmbia, que desde 1996 declara o país oficialmente uma nação cristã, mas também assegura o direito de professar, mudar e divulgar qualquer fé. Não há perseguição sistemática por parte do Estado contra cristãos, e o cristianismo é praticado abertamente em todo o território.
O maior risco à vida ligado à religião na Zâmbia vem, na verdade, de dentro da própria cultura: acusações de feitiçaria. Pessoas suspeitas de praticar bruxaria, muitas vezes mulheres idosas em áreas rurais, ainda sofrem agressões e, em casos extremos, são mortas por vizinhos ou familiares. Líderes cristãos, incluindo bispos católicos, têm se posicionado publicamente contra essa violência.
Comunidades religiosas minoritárias, como muçulmanos e hindus, em geral convivem em paz com a maioria cristã, mas sentem a pressão de viver dentro de um país que se define oficialmente pela fé cristã, o que pode dificultar a conversão para outras religiões dentro de suas próprias famílias e comunidades.
The persecution score runs from 0 to 100: the higher it is, the greater the pressure on Christians.
A Zâmbia tem 75 grupos étnicos catalogados, e a grande maioria já é significativamente alcançada pelo evangelho, refletindo a identidade cristã forte do país. Ainda assim, quatro grupos permanecem não alcançados: os guzerates e os suaílis, ligados ao hinduísmo e ao islã e concentrados no comércio das cidades; os iaos, um pequeno grupo muçulmano no leste do país; e a comunidade surda zambiana, que carece de igrejas e de uma Bíblia completa em língua de sinais. Juntos, esses grupos somam pouco mais de 130 mil pessoas, uma fração pequena da população total, mas ainda sem acesso real a uma igreja própria que fale sua língua e entenda sua cultura.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Source: Joshua Project. Estimates, may vary.
Intercede for this nation
Every nation carries a redemptive purpose. Marks that seem woven into the identity God desires to restore:
Practical details for those who want to go
Preço médio de um prato completo em um restaurante popular.
Reference values (source: Numbeo). Confirm before traveling.
Not everyone goes, everyone takes part
Behind every worker among these peoples stands a network of people who pray without ceasing, care for the family left behind, and faithfully sustain the work. Sending is mission too.
Start with your church: introduce this nation, adopt it in ongoing prayer, and walk alongside those God is raising up to go.
Caribe
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