Sudeste Asiático
Ásia · Oriente Médio
The identity of the nation
O Kuwait é um pequeno país no norte do golfo Pérsico, encravado entre o Iraque e a Arábia Saudita, erguido sobre uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Da vida simples da pesca e do mergulho em busca de pérolas, o país saltou para uma das rendas per capita mais altas do planeta em poucas décadas, sem deixar de lado a hospitalidade e as tradições beduínas que ainda moldam a vida em família e a diwaniya, o tradicional encontro social kuwaitiano.
A sociedade é marcada por um contraste forte: cerca de sete em cada dez moradores são trabalhadores estrangeiros, vindos sobretudo da Índia, do Egito, das Filipinas e de outros países árabes, enquanto os cidadãos kuwaitianos, quase todos muçulmanos, formam uma minoria com direitos e privilégios próprios. Essa mistura faz do país uma verdadeira encruzilhada de povos, línguas e religiões dentro de um território pequeno.
A fé cristã já esteve nessas terras há muito tempo: arqueólogos encontraram um mosteiro e uma igreja de cristãos nestorianos, um antigo ramo do cristianismo oriental, na ilha de Failaka, usados entre os séculos 5 e 9. Depois disso, o cristianismo desapareceu da região por quase mil anos. Hoje, os cristãos que vivem no Kuwait são quase todos estrangeiros, que podem se reunir em compostos religiosos registrados, embora pequenos demais para o número de fiéis. Anunciar a fé a um kuwaitiano é proibido por lei, e quem nasce muçulmano e decide seguir Jesus enfrenta forte pressão da própria família.
Entre os desafios espirituais do país estão o materialismo alimentado pela riqueza do petróleo, as divisões entre famílias e tribos, e o sistema de patrocínio de trabalho, chamado kafala, que deixa trabalhadores domésticos estrangeiros, muitas vezes mulheres, vulneráveis a abusos dentro das casas onde moram. Chama atenção também a situação dos bidun, pessoas nascidas no país sem nacionalidade reconhecida, que vivem à margem de direitos básicos.
Ainda assim, o Kuwait guarda dons que podem ser usados para o Reino: a hospitalidade genuína em torno do café e das tâmaras, a força de reconstrução mostrada depois da invasão de 1990, e a presença de dezenas de nacionalidades vivendo lado a lado, o que abre portas raras para que a fé cristã alcance, por meio de trabalhadores migrantes, também os países de onde eles vêm.
O Kuwait é um pequeno país no extremo norte do golfo Pérsico, entre o Iraque e a Arábia Saudita, com cerca de 17.800 km², bem menor que muitos estados brasileiros. Quase todo o território é um deserto plano e arenoso, sem rios permanentes, e a vida se concentra na estreita faixa costeira. O país tem nove ilhas, a maior delas a desabitada Bubiyan, ligada ao continente por uma ponte.
Arroz basmati com carne ou frango, temperado com limão seco (loomi) e especiarias; o prato mais tradicional do país
Papa cremosa de trigo com carne, cozida lentamente; comum durante o Ramadã
Arroz com carne, cebola caramelizada e um toque de tomate seco
Macarrão fino adocicado com açafrão, servido com uma omelete por cima; prato clássico do café da manhã
Café árabe claro, com cardamomo, servido em bules de metal (dallah) como símbolo de hospitalidade
Fruta do tamareiral, oferecida junto do café a qualquer visitante como sinal de boas-vindas
Culture and spirituality
2a · The culture
Encontro social tradicional em salões de recepção, onde se discutem negócios, política e a vida cotidiana
Servir café árabe (gahwa) com tâmaras a um visitante é um gesto quase sagrado de boas-vindas
Muitas famílias kuwaitianas descendem de tribos nômades do deserto, e valores como honra, generosidade e lealdade à família seguem centrais
Antes do petróleo, gerações de kuwaitianos viviam da pesca e do mergulho em busca de pérolas no golfo Pérsico
A poesia beduína recitada de improviso é celebrada em programas de televisão e concursos populares
Decisões importantes costumam envolver toda a família extensa, não apenas o núcleo mais próximo
2b · The field
Areas of spiritual battle and cultural captivity to cover in prayer. Tap each point to understand:
A riqueza do petróleo faz do consumo, dos carros e do luxo símbolos de status e sucesso
O sistema de patrocínio de trabalho, chamado kafala, prende trabalhadores estrangeiros ao empregador e abre espaço para abusos
A origem de clã ou tribo ainda define oportunidades sociais e políticas dentro do próprio povo kuwaitiano
Milhares de bidun, pessoas sem nacionalidade reconhecida, vivem sem pleno acesso a educação, saúde e trabalho formal
Quem deixa o islã enfrenta rejeição da família e da comunidade, um forte freio à liberdade de fé
A crença no mau-olhado e em espíritos (djinn) leva muitos a buscar proteção fora de Deus
Ser muçulmano está ligado a ser kuwaitiano, o que torna a mudança de fé uma questão de honra familiar e nacional
Cidadãos e trabalhadores estrangeiros vivem em círculos separados, raramente compartilhando fé, casa ou amizade profunda
Trabalhadoras domésticas, muitas vezes isoladas dentro das casas onde trabalham, ficam com pouco acesso a apoio e à igreja
Entre jovens de famílias ricas, o consumo, as viagens e as telas competem com a fé tradicional pelo coração
Os cristãos no Kuwait são, na enorme maioria, trabalhadores estrangeiros: filipinos, indianos, libaneses e ocidentais que podem se reunir em compostos religiosos registrados, embora pequenos demais para a quantidade de fiéis. Anunciar o evangelho a um kuwaitiano muçulmano é proibido por lei, e a conversão ao cristianismo não é reconhecida oficialmente pelo Estado.
Quem nasce muçulmano e decide seguir Cristo carrega o maior peso: a nova fé não é reconhecida, o casamento pode ser anulado, a herança negada e a guarda dos filhos ameaçada. Essa pessoa também enfrenta rejeição da própria família, vigilância e pressão de grupos religiosos e sociais para voltar ao islã. Ainda assim, uma pequena comunidade de kuwaitianos que creem em Jesus resiste, quase sempre em segredo.
The persecution score runs from 0 to 100: the higher it is, the greater the pressure on Christians.
O Kuwait é um mosaico de nacionalidades: de cada dez pessoas que vivem no país, cerca de sete são estrangeiras, vindas principalmente da Índia, do Egito, das Filipinas, do Paquistão e de outros países árabes. Entre os povos considerados não alcançados estão os próprios árabes kuwaitianos, majoritariamente muçulmanos, e grandes comunidades de trabalhadores do sul da Ásia com pouquíssimo contato com a fé cristã. Muitos desses grupos moram lado a lado com cristãos de outras nacionalidades, mas quase nunca ouvem o evangelho em sua própria língua ou dentro da própria cultura. Alcançar essas pessoas dentro do Kuwait pode significar, ao mesmo tempo, alcançar suas famílias e comunidades de origem, espalhadas pela Ásia e por outras partes do Oriente Médio.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Source: Joshua Project. Estimates, may vary.
Intercede for this nation
Every nation carries a redemptive purpose. Marks that seem woven into the identity God desires to restore:
Practical details for those who want to go
mas moderado frente aos salários locais
Reference values (source: Numbeo). Confirm before traveling.
Not everyone goes, everyone takes part
Behind every worker among these peoples stands a network of people who pray without ceasing, care for the family left behind, and faithfully sustain the work. Sending is mission too.
Start with your church: introduce this nation, adopt it in ongoing prayer, and walk alongside those God is raising up to go.
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